sexta-feira, 5 de julho de 2013

5 temas recorrentes de português em concursos públicos

Investir toda a concentração nas matérias específicas dos concursos públicos e deixar de lado o estudo de língua portuguesa pode ser uma cilada. Disciplina cobrada em todos os concursos, o português pode acabar sendo o vilão dos concurseiros.

“O melhor jeito de estudar a gramática é partir do exercício para a teoria”, diz o professor Agnaldo Martino, da LFG. De acordo com ele, o candidato deve começar a resolver exercícios e, à medida que dúvidas forem surgindo, ele consulta a gramática.
Confira os assuntos mais “cascudos” de língua portuguesa, segundo os especialistas:
Colocação Pronominal
A colocação dos pronomes oblíquos átonos – me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes – é um tema frequente em perguntas de concursos, segundo Peralta. Requer muita atenção”, diz o professor Agnaldo Martino, da LFG.
São três as posições que eles podem assumir na frase: próclise (quando o pronome vem antes do verbo), mesóclise (quando ocorre no meio do verbo) e ênclise (depois do verbo). “Muita gente erra porque o uso coloquial tende a aceitar a próclise”, diz.
Concordância verbal
O modo como o verbo se altera para se acomodar ao sujeito também pode causar muitas dúvidas. “Este é um assunto que causa dificuldade aos candidatos”, diz Peralta.
Dentro deste tema, podem surgir questões em que candidatos devem assinalar qual das formas concordância verbal é a adequada em: “precisam-se de empregados” ou “precisa-se de empregados”, por exemplo
Neste caso, acerta quem escolher a segunda forma (precisa-se de empregados) já que o pronome “se” atua como índice de indeterminação do sujeito em construções em que o verbo não pede complemento direto (precisar é transitivo indireto). Por isso o verbo fica obrigatoriamente na terceira pessoa do singular.
Regência verbal
A transitividade dos verbos também é um assunto que tem a atenção das bancas examinadoras, segundo Peralta e Martino. Isso acontece porque a regência muda de acordo com a relação do verbo com o complemento.
Para determinar qual a regência adequada, o concurseiro deve examinar o termo regente, que é o verbo, e o termo regido, que é complemento.
Regência nominal
A relação entre o substantivo, adjetivo ou advérbio transitivo e seu complemento nominal, intermediada por uma preposição, também é citada por Peralta e Martino como frequente nos concursos e fonte de indecisões e dúvidas. “É um dos temas mais críticos”, diz Peralta.
“Geralmente são opostas, isso acontece em 99% dos casos”, diz Martino. Ele cita os exemplos “eu compreendo a língua portuguesa” e “ eu tenho compreensão da língua portuguesa”. “O nome pede a preposição, mas o verbo não”, explica Martino.
Crase
“Questões de acentuação aparecem muito, sobretudo tratando do uso da crase”, diz Peralta. Assim, saber quando usar este acento grave pode fazer com que o concurseiro saia na frente de muitos candidatos.

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