quarta-feira, 9 de abril de 2014

Gramática Essencial Língua Portuguesa: texto completo + PDF


O ensino e aprendizagem das regras gramáticas  de qualquer idioma devem ser feitas com base, num primeiro momento, em regras esseciais da língua para, só depois de assimiladas estas regras essenciais, serem estudadas as regras complementares.
Neste documento, as regras básicas de nossa gramática estão consolidadas num estilo de fácil compreenção para os iniciantes e para aqueles que querem relembrar o agradável estudo da gramática portuguesa.

Este texto é recomendado ainda para você estudar antes de provas de vestibular e concursos.

Gramática Essencial da Língua Portuguesa

Para estudar antes de provas de vestibular e concursos
 
1. Sujeito

É aquele ou aquilo sobre quem ou sobre que se declara alguma coisa.
É formado por substantivo ou palavras de valor substantivo como adjetivos, pronomes, numerais, advérbios, verbos.

A menina abriu os olhos pasmados.
O sujeito da frase é a menina.

2. Predicado

É a declaração feita sobre o sujeito.
Aparece um verbo ou locução verbal.

A menina abriu os olhos pasmados.


2. Adjunto adnominal

É o termo que caracteriza o nome, também chamado substantivo, sem a intermediação de um verbo.
As classes de palavras que podem desempenhar a função de adjunto adnominal são adjetivos, locuções adjetivas, pronomes, numerais e artigo.

A resposta do patrão não os convenceu.


3. Tipos de predicado

3.1. Predicado nominal

Com predicativo do sujeito + verbo de ligação.
O núcleo é um nome que indica estado ou qualidade de um sujeito.

O espetáculo é fashion.

3.2. Predicado verbal

Predicado com verbo intransitivo ou transitivo sem predicativo.
O núcleo é uma palavra que corresponde a informação mais importante sobre o sujeito.

Uma definição apenas define os definidores.


3.3. Predicado verbo-nominal

Predicado com verbo intransitivo ou transitivo + predicativo.
Tem dois núcleos: um verbo que indica ação (transitivo ou intransitivo) e um nome que indica qualidade do sujeito ou do objeto.

(Eu)     achei o espetáculo      super-clean.
núcleo verbo                   núleo. nome

4. Predicativo do sujeito

É qualquer característica, qualidade ou estado que se liga a um nome por intermédio de um verbo.
São obrigatórias frases com verbo de ligação, mas pode aparecer também em frases com qualquer tipo de verbo.

O cãozinho parecia     assustado.
predicativo

5. Predicativo do objeto

Só pode ocorrer em orações com verbos transitivos, que necessitam de outra palavra como complemento.


Sempre            considerei                  excelentes                   as escolhas da banca.
verbo transitivo                    predicativo do objeto           objeto direto

Atenção

Pode ser predicativo um adjetivo, um substantivo, um substantivo procedido por preposição, um pronome, um numeral ou mesmo uma oração.

6. Verbos

6.1. Verbo de ligação

Serve de ligação entre o sujeito e o seu atributo – predicativo do sujeito.

Você               é                      louco?
sujeito                    verbo de ligação    predicativo do sujeito

6.2. Verbo transitivo

É aquele que necessita de outras palavras como complemento.
Quando a ligação entre o verbo e seu complemento, o objeto, se faz sem preposição, é transitivo direto e seu complemento é um objeto direto.
Quando a ligação é feita com preposição, é transitivo indireto e seu complemento é um objeto indireto.

Eu       amo                o mundo.
v.t.d                        obj.direto

Eu       creio               em Deus.
verbo t.i                  objeto indireto

Eu       enviei              uma carta      ao presidente.
verbo t.i                  objeto direto          objeto indireto

Atenção

Quando apresentam dois complementos, um objeto direto e um objeto indireto, é transitivo direto e indireto.

6.3. Verbo intransitivo

É um verbo que não necessita de complemento, isto é , sua ação não recai sobre um complemento.

Eu       viverei!
Sujeito    verbo intransitivo

7. Adjunto adverbial

Termo que se liga ao verbo para indicar uma circunstância, de tempo, lugar, causa, etc.
Pode ser representado por advérbios ou locuções adverbias.
Não sofre alteração nem de gênero nem de número.

Negação

Não há duvida que o Ceara é lindo.

Afirmação

Sim, declare o seu amor pelo Ceara.

Dúvida

Talvez eu vá ao Ceara nas férias.

Intensidade

Gostei muito da minha viagem ao Ceara.

Lugar

Ganhe uma viagem dos seus sonhos numa ilha paradisíaca.

8. Termos integrantes da oração

8.1. Objeto direto

Complemento do verbo transitivo que dispensa de preposição.
Isso pode ocorrer:

a) Quando o objeto é um substantivo próprio.

Adoremos à Deus.

b) Quando o objeto é representado por um pronome pessoal oblíquo tônico.

 Ofenderam a mim, não a ele.

c) Quando o objeto é representado por um pronome substantivo indefinido.

O professor elogiou a todos.

d) Para evitar ambiguidade.

Venceu ao inimigo o nosso exército.

8.2. Objeto indireto

É o complemento do verbo transitivo que vem regido por preposição.

Não preciso de você.

Quando o objeto indireto é representado por um pronome oblíquo, a preposição não é expressa.

Não lhe entreguei a correspondência.

Atenção

a) Pode ocorrer ainda o objeto direto ou indireto pleonástico, que consiste na retomada do objeto por um pronome pessoal, geralmente com a intenção de colocá-lo em destaque.

As crianças, eu as vi no jardim.
A todos vocês, eu já lhes forneci as informações necessárias.

b) Os pronomes oblíquos o, a, os, as e as variantes lo, la, los, las, no, na, nos, nas são sempre objeto direto.

Eu o encontrei na sala
Vou chamá-lo
Procuram-no por toda parte

c) Os pronomes lhe, lhes são sempre objeto indireto.

Eu lhe entreguei o envelope.

d) Os pronomes oblíquos me, te, se, vos podem ser objeto direto ou indireto.
Para determinar sua função sintática, podemos substituir esses pronomes por um substantivo.
Neste caso, se o uso da preposição for obrigatório, então se trata de um objeto indireto; caso contrário, de objeto direto.

Ele me viu no cinema.
Substituindo-se me por um substantivo qualquer – amigo, por exemplo, temos Ele viu o amigo no cinema.
A preposição não foi usada; logo, me é objeto direto.

Ele me telefonou.
Substituindo-se me por um substantivo qualquer – colega, por exemplo, temos Ele telefonou ao colega.
A preposição foi usada; logo, me é objeto indireto.

8. 3. Complemento nominal

É o termo que especifica o sentido de um substantivo, adjetivo ou adverbio.
Vem sempre acompanhado de preposição.

Ele parece ter ódio                            do rapaz.
substantivo                            complemento nominal

Ele estava       consciente                  de tudo.
adjetivo                         complemento nominal

Nada faremos             relativamente                        a esse caso.
advérbio                                    complemento nominal

8.4. Agente da passiva:

É o elemento da frase que pratica a ação expressa pelo verbo quando este se apresenta na voz passiva (quando o sujeito e paciente, recebendo a ação expressa pelo verbo.

A lição            foi feita           pelo aluno.
sujeito                     verbo na                                 agente da
paciente                 voz passiva             passiva

Passando-se a frase da voz passiva para a voz ativa, o agente da passiva recebe o nome de sujeito.

O aluno           fez                   a lição.
sujeito                     verbo na                                 objeto direto.
paciente                 voz ativa

8.5. Aposto

É o termo que esclarece melhor e explica um outro termo da oração, ao qual se refere.

Hoje, dia 6, é aniversário dela.
Ele quer duas coisas: paz e sossego.


8.6. Vocativo:

É o termo, geralmente um nome, um título ou um apelido, usado para chamar a atenção da pessoa com quem estamos falando.
Vem sempre separado por vírgula.

Meu amigo, não se preocupe com tais coisas.
Não sei, minha terra, quando voltarei aqui.
Onde será que ele estará, meu Deus?


9. Orações coordenadas

São orações independentes, isto é, orações que não funcionam como termos de outra.

9.1. Assindéticas

São as orações coordenadas que vem justapostas umas às outras, sem nenhuma conjunção entre elas.

Chegou, desceu do carro, entrou rapidamente na loja.

9.2. Sindéticas

São as orações que vem ligadas por uma conjunção coordenativa.
Elas são classificadas de acordo com o sentido expresso pelas conjunções.
Podem ser:

a) Aditivas

Relação de adição, de soma: e, nem, não só... mas também.

Nosso amigo não veio,           nem telefonou.
oração coordenada assindética             oração coordenada sindética aditiva

b) Adversativas

Indica a oposição, o contrário em relação a outra oração: mas, porém, contudo etc.

Nosso time jogou bem,          mas não conseguiu vencer.
oração coordenada assindética          oração coordenada sindética adversativa

c) Alternativas

Indica escolha, ou uma outra coisa: ou...ou,ora...ora etc.

Fique em casa,                        ou vá para a escola logo.
oração coordenada assindética             oração coordenada sindética alternativa

d) Conclusivas

Estabelece uma relação de conclusão em relação a outra oração: portanto, por isso, logo, pois (após o verbo)

O caminhão é teu,                  logo dever cuidar bem dele.
oração coordenada assindética             oração coordenada sindética conclusiva

e) Explicativas

Indica uma explicação ao que foi enunciado na outra oração: porque, que, pois (antes do verbo )

Não façam barulho,                que estou estudando.
oração coordenada assindética             oração coordenada sindética explicativa


10. Orações subordinadas substantivas

Vem, normalmente iniciadas pela conjunção que chamada conjunção integrante e, às vezes, pela conjunção se, também integrante.

a) Oração subordinada substantiva objetiva direta

Esta oração funciona como objeto direto de um verbo transitivo direto que estará na oração principal.

a.1) Período simples

sujeito + verbo transitivo direto+ objeto direto

O rapaz          conseguiu                   os aplausos.
sujeito                     verbo transitivo direto          objeto direto

a.2) Período composto

sujeito + verbo transitivo direto+ oração subordinada substantiva objetiva direta

O rapaz          conseguiu                   que os aplaudissem.
sujeito                     verbo transitivo direto          oração subordinada substantiva objetiva direta

b) Oração subordinada substantiva objetiva indireta

Da mesma forma que o objeto indireto, essas orações vem precedidas de preposição.
Há casos porém, em que a preposição é omitida.

b.1) Período simples

sujeito + verbo transitivo indireto+ objeto indireto

Nós      precisamos                de sua ajuda.
sujeito     verbo transitivo indireto       objeto indireto

b.2) Período composto

sujeito + verbo transitivo direto+ oração subordinada substantiva objetiva indireta

Nós      precisamos                de que você nos ajude.
sujeito     verbo transitivo indireto       oração subordinada substantiva objetiva indireta

c) Oração subordinada substantiva predicativa

Predicativo funciona como predicativo da oração principal.

c.1) Período simples

sujeito + verbo de ligação+ predicativo

O importante              é                     sua vitória.
sujeito                                    verbo de ligação     predicativo

c.2) Período composto

sujeito + verbo de ligação+ oração subordinada substantiva predicativa

O importante              é                     que você vença.
sujeito                                    verbo de ligação     oração subordinada substantiva predicativa

d) Oração subordinada substantiva subjetiva

Isso significa que na oração principal não haverá sujeito, já que a oração inteira funcionará como sujeito da oração principal.

Primeiro exemplo

Período simples

verbo de ligação + predicativo + sujeito

É                     necessário      o seu voto.
verbo de ligação     predicativo             sujeito

Período composto

verbo de ligação + predicativo + oração subordinada substantiva subjetiva

É                     necessário      que você vote.
verbo de ligação     predicativo             oração subordinada substantiva subjetiva

Segundo exemplo

Período simples

verbo unipessoal + sujeito

Não     convém           a sua tristeza.
verbo unipessoal    sujeito

Período composto

verbo unipessoal + oração subordinada substantiva subjetiva

Não     convém           que você fique triste.
verbo unipessoal    oração subordinada substantiva subjetiva

Atenção

Os principais verbos impessoais são: convir, constar, parecer, importar, acontecer, suceder.

Terceiro exemplo

Período simples

verbo na voz passiva + sujeito

Ficou combinado      o meu regresso.
verbo na voz passiva             sujeito

Período composto

verbo na voz passiva + oração subordinada substantiva subjetiva

Ficou combinado      que eu regressaria.
verbo na voz passiva             oração subordinada substantiva subjetiva


e) Oração subordinada substantiva completiva nominal

Isso quer dizer que a oração inteira funcionará como complemento nominal de um nome incompleto que estará presente na oração principal.

e.1) Período simples

Sujeito + verbo + nome incompleto + complemento nominal

Ela      teve     necessidade                de ajuda.
Sujeito    verbo      nome incompleto                  complemento nominal

e.2) Período composto

Sujeito + verbo + nome incompleto + oração subordinada substantiva completiva nominal

Ela      teve     necessidade                de que a ajudassem.
Sujeito    verbo      nome incompleto                  oração subordinada substantiva completiva nominal

f) Oração subordinada substantiva apositiva (aposto)

Exerce função de aposto de algum termo da oração principal.
As orações apositivas vem geralmente após os dois pontos.
Podem vir, também entre vírgulas, intercaladas à oração principal.

f.1) Período simples

Ele quer uma coisa: sua renúncia.
nome                                      aposto

f.2) Período composto

Ele quer uma coisa: que você renuncie.
nome                                      oração subordinada substantiva apositiva

g) Oração subordinada substantiva adjetiva

Esta orações exercem a função de adjunto adnominal de algum termo da oração principal.

g.1) Período simples

As       árvores           frutíferas são raras lá.
substantivo             adjetivo

Frutíferas é:

adjetivo: quilifica o substantivo.
adjunto adnominal: detalhador do nome.

g.2) Período composto

As       árvores           que dão frutos são raras lá.
substantivo             oração subordinada substantiva adjetiva

Que dão:
É oração subordinada, por que funciona como termo (adj.adnominal) da outra oração, que é a principal.

Frutos:
É adjetiva, por que funciona como se fosse um adjetivo, dando uma característica ao substantivo árvore.

Atenção

A oração adjetiva sempre se refere a um nome da oração principal e sempre começa por um pronome relativo (que, quem, o qual, cujo, onde, quanto).

h) Oração subordinada substantiva adjetiva restritiva e explicativa:

Restritivas

Quando restringem ou especificam o sentido da palavra a que se referem, à qual se ligam sem marcação de pausa.
Na escrita não ficam isolados por vírgulas.

O soldado       que vi na rua está naquele bar.
oração subordinada substantiva adjetiva restritiva
Explicativas

Acrescentam ao nome uma qualidade acessória, esclarecem melhor sua significação, dão uma informação adicional de um ser que já se acha suficientemente definido.
Na escrita, as adjetivas explicativas são isoladas por vírgula.

Deus,   que é nosso pai, nos salvará.
oração subordinada substantiva adjetiva explicativa

11. Concordância Verbal

11.1. Quando o sujeito é simples

a) Se for constituído por um substantivo coletivo, o verbo irá para o singular.

O batalhão refugiou-se no velho castelo.

Se o substantivo coletivo for seguido de palavras que especifique os elementos que o compõem, o verbo pode ir para o singular ou plural, conforme se queira realçar a ação do conjunto ou de cada elemento.

Um grupo de estudantes invadiu (ou invadiram) o salão.

b) Se for constituído por uma expressão que indica quantidade aproximada, o verbo geralmente vai para o plural.

Perto de mil atletas prestaram juramento ontem.

c) Se for constituído por uma expressão que indica parte de um todo, o verbo poderá ir ou não para o plural.
A decisão depende, antes, de uma opção estilística.

A maior parte dos candidatos desistiu (ou desistiram) do concurso.

d) Se for constituído pelo relativo que, o verbo concordará com o antecedente do pronome.

Foram eles que nos receberam no aeroporto.

Se o relativo vier antecedido pelas expressões um dos ou um dos + substantivo, o verbo geralmente vai para a 3° pessoa do plural.

Ele é um dos candidatos que venceram o concurso.
Ela é uma das candidatas que se esforçaram para o sucesso da festa.

e) Se for constituído pelo pronome relativo quem, o verbo poderá ser usado na 3° pessoa do singular ou concordar com o pronome pessoal, sujeito da oração anterior.

A partir deste instante, sou eu quem passa (ou passou) a transmitir o jogo.

f) Se for constituído pela expressão mais de um + substantivo o verbo ficará no singular, a não ser que expresse ideia de reciprocidade.

Mais de um aluno foi aprovado no teste.
Mais de uma deputado se ofenderam na reunião.

g) Se for constituído por expressões do tipo quis de, quantos de, alguns de, vários de etc, seguidas dos pronomes nós, vós ou vocês, o verbo irá para a 3° pessoa do plural, ou então concordará com o pronome que representa o todo.

Alguns de nós serão (ou seremos) escolhidos para a missão.

Se a expressão (ou locução pronominal indefinida) estiver no singular, o verbo evidentemente ficará no singular.

Um de nós será escolhido.

h) Se for constituído por nome de lugar ou títulos de obras que possuem formas plurais, o verbo ficará no singular.
Caso os nomes venham acompanhados de um artigo plural, o verbo geralmente vai para o plural.

Santos é uma bela cidade.
Os Estados Unidos são uma grande potência.
Os Lusíadas eternizaram o nome de Camões.

11.2. Quando o sujeito é composto

a) Se vier depois do verbo, este geralmente concorda com o núcleo mais próximo.

Amedrontou-nos o silencio e a escuridão do lugar.

b) Se os núcleos do sujeito constituem uma gradação, o verbo em geral fica no singular.

A indagação, a raiva, o ódio tomou conta de seu coração.

c) Se os núcleos dos sujeito são sinônimos ou tem sentidos próximos, o verbo fica no singular.

Sua calma e tranquilidade sempre nos transmitia segurança.

d) Se os núcleos do sujeito estão resumidos por um pronome indefinido (tudo, nada, ninguém), o verbo fica no singular.

Aflição, dores, tristeza, nada o fazia abandonar seu objetivo.

e) Se os núcleos do sujeito vem ligados por ou ou nem, o verbo vai para o plural quando a ação puder ser atribuída a todos os sujeitos.

Bajulação ou privilégio não o corromperam.

Quando a ação só pode ser atribuída a um dos núcleos, o verbo fica no singular.

O meu sucesso ou insucesso neste trabalho depende de sua ajuda.

f) Se o sujeito é composto por um ou outro ou nem um nem outro, o verbo geralmente fica no singular.

Um ou outro aluno será escolhido.
Nem um nem outro será eliminado.

g) Se o sujeito é composto pela locução um e outro , a concordância é facultativa.

Um e outro aluno entregou (ou entregaram) o trabalho.

Com o verbo ser, a concordância geralmente é feita no singular.

Um e outro participante é contrário ao regulamento.

h) Se o sujeito apresenta elementos correlacionados pelos conectivos assim... como, não só... mas também, tanto ... como, nem.. nem, etc., o verbo geralmente vai para o plural.

Nem a fama, nem a riqueza alteram seu modo de vida.
Não só o teatro como também a televisão muito o atraíram nos primeiros anos de sua carreira.

i) Se os núcleos do sujeito vem unidos por com, o verbo pode ser usado tanto no singular como no plural, conforme se queira realçar um deles ou os dois.

O professor com seus alunos ornamentaram todo o salão.
O pai, com o filho, veio reclamar da punição.

O mesmo ocorre quando os núcleos são ligados por conjunção comparativa (como, assim como, etc ).

A criança, como sua mãe, chorava muito.

j) Se os núcleos do sujeito estão representados por pronomes do caso reto, o verbo faz a seguinte concordância:

a) eu e tu: eu,tu e ele(s); eu e ele(s) = nós

Eu, Cleia e Mariana faremos esta viagem.

b) tu e ele(s) = vós

Tu e teus amigos ireis à fazenda.


12. Concordância nominal

12.1. Quando se refere a um único substantivo, o adjetivo concorda com ele em gênero e número.

Não deixe as portas abertas.

12.2. Quando o adjetivo se refere a vários substantivos, a concordância pode variar.
De acordo com o emprego mais usual, podemos sistematizar a flexão do adjetivos nos seguintes casos:

a) O adjetivo vem antes dos substantivos

O adjetivo concorda em gênero e numero com osubstantivo mais próximo.

Encontramos abandonadas as cidades e os vilarejos.
Encontramos abandonada a cidade e os vilarejos.
Encontramos abandonado o vilarejo e a cidade.

Quando os substantivos são nomes de pessoas ou de parentes, o adjetivo vai sempre para o plural.

Encontramos os cuidadosos tio e tia.
Lemos essas afirmações nos talentosos Machado de Assis e Euclides da Cunha.

b) O adjetivo vem depois dos substantivos

Se os substantivos forem do mesmo gênero e estiverem no singular, o adjetivo concorda com eles em gênero e fica, geralmente, no singular.

Roubaram a gravata e a calça preta.

Se os substantivos forem de gênero diferentes e estiverem no singular, o adjetivo geralmente concorda com o mais próximo.

Roubaram a camisa e o paletó branco.

Se os substantivos forem do mesmo gênero mas diferentes no numero, o adjetivo concorda com eles em gênero e vai, geralmente, para o plural.

Roubaram-me os discos e o rádio importados.

Se os substantivos forem de gêneros diferentes e estiverem no plural, o adjetivo geralmente, concorda com o gênero do substantivo mais próximo e vai para o plural.

Pesquei o assunto em livros e revistas antigas.

Se os substantivos forem diferentes em gênero e numero, o adjetivo, geralmente, vai para o plural.

Compre esta revista e estes livros antigos.
Compre estas revistas e este livro antigos.

Atenção

Quando o último substantivo estiver no feminino plural, é comum o adjetivo concordar com ele.

Compre estes livros e estas revistas antigas.

12.3. Nas expressões formadas pelo verbo ser + adjetivo:

a) O adjetivo fica no masculino singular, se o substantivo não for acompanhado de nenhum modificador.

Limonada é bom para a saúde.

b) O adjetivo concorda com o substantivo,se este for modificado por um artigo ou qualquer outro determinativo.

Esta limonada é boa para a saúde.

12.4. O adjetivo concorda em gênero e número com os pronomes pessoais a que se refere:

Eu as vi ontem muito aborrecidas.

12.5. Nas expressões formadas por um pronome indefinido neutro (nada, algo, muito, tanto etc ) + preposição DE + Adjetivo este último geralmente é usado no masculino singular.

Eles tinham algo de misterioso.

12.6. Anexo, obrigado, mesmo, próprio, incluso, leso e quite são palavras adjetivas e concordam normalmente com os substantivos ou pronomes a que se referem.

Anexas à carta, vão as listas de preços.
A garota disse : muito obrigada.
Ele mesmo vai presidir a reunião.

12.7. A palavra , quando equivale a sozinho, tem função adjetiva e concorda normalmente com o nome a que se refere.

Ela saiu .
Elas saíram sós.

Atenção

Quando equivale a somente ou apenas, tem função adverbial, ficando, portanto, invariável.

Eles querem resolver o problema.

12.8. A palavra bastante quando empregada como advérbio (muito, pouco,mal etc), não se flexiona.

Eles falaram bastante durante a reunião (sentido de muito).
Recebi projetos bastante interessantes (sentido de muito).

Atenção

Quando empregadas como adjetivo, flexiona-se normalmente.

Recebemos bastantes projetos esta semana.

12.9. As palavras alerta e menos são advérbios; portanto, permanecem sempre invariáveis.

Os guardas estão sempre alerta.
Desta vez, recebemos menos encomendas do que vocês.

12.10. A palavra meio, quando empregada como adjetivo, concorda normalmente com o nome a que se refere.

Ele comeu meia maçã.
Tomamos meia garrafa de cerveja.

Atenção

Quando empregada como advérbio (modificando um adjetivo ) permanece invariável.

A moça está meio abatida.

13. Crase

Dá-se o nome de crase à fusão da preposição a com o artigo definido feminino a ou as.
Quando o termo regente exige a presença dessa preposição e o termo regido vem acompanhado do artigo definido feminino, então ocorre a crase, que vem sempre marcada pelo acento grave.

Irei à cidade de Santos.
Irei a + a cidade de Santos.


Atenção

Quando a preposição a for seguida dos pronomes demonstrativos aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo, a, as, ocorre a crase.

Irei      àquele             espetáculo.
a + aquele

Não me refiro à          moça da direita, mas à da esquerda.
à = àquela

Observações importantes

1) O acento indicativo da crase sempre ocorre nos seguintes casos:

a) Nas expressões indicadoras de horas.

Chagarei às oito horas.

b) Nas locuções prepositivas, conjuntivas e adversativas formadas de substantivos femininos tais como: à medida que, às vezes, à noite, às pressas, etc.

Esse fenômeno pode ocorrer, às vezes, nesta região.

c) Nas expressões à moda de, ainda que a palavra moda esteja subentendida.

Ele tem um estilo à moda de Machado de Assis.
Ela escreve à Machado de Assis.

2) O acento indicativo da crase não ocorre nos seguintes casos:

a) Antes de palavras masculinas.

Eles passearam a cavalo.

b) Antes de verbo.

Maria começou a chorar.

c) Antes de pronomes pessoais, inclusive os de tratamento.

Vinde a mim os que sofrem.
Dirijo-me a V.Sa.

Atenção

As únicas exceções referem-se aos pronomes de tratamento senhora e senhorita e os pronomes relativos a qual e os quais.
Quando entes deles houver a preposição a, ocorre a crase.

Escrevi imediatamente à senhora.
Nunca poderei esquecer essa professora, à qual muito devo.
Dirigiu- se à senhorita com meus modos.

d) Antes de nomes de cidade que se usam sem artigo feminino.

Ele foi a Roma.

Atenção

Se o nome da cidade vier modificado, ocorrerá então a crase.

Ele foi à bela Roma.


e) Antes da palavra casa quando significar o próprio lar.

Voltei a casa para almoçar.

Atenção

Se a palavra casa vier modificada, admite o artigo.
Portanto, nesse caso, havendo preposição, pode ocorrer a crase.

Voltei emocionado à casa paterna.

f) Antes de nomes de mulher, é facultativa.

Procure ser agradável a Márcia.
Procure ser agradável à Márcia.

g) Antes da palavra terra, quando significa  terra firme em oposição a mar.

Assim que o navio aportou, todos voltaram a terra.

Atenção

Se a palavra terra vier modificada, admite o artigo.
Nesse caso, portanto, havendo preposição, pode ocorrer a crase.

Todos voltaram à terra amada.

h) Antes de expressões formadas por palavras repetidas.

Tome o remédio gota a gota.

Atenção

Antes dos pronomes possessivos femininos e antes de nomes próprios femininos, o uso do artigo é facultativo.
Disso resulta, portanto, que, se ocorrer preposição antes dessas palavras, a crase ocorrerá também facultativamente, dependendo da presença ou não do artigo.

Ele desejou felicidades a (aos) nossos amigos e a (à) minha família.
Ele referiu-se a (à) Marina e não a mim.


14. Colocação pronominal

14.1. Proclise (antes do verbo)

a) Quando houver, antes do verbo, palavras de sentido negativo.

Nunca ti vi mais gordo.

b) Quando houver, antes do verbo, advérbios ou pronomes.

Quem me viu chegar?
Ele sempre nos repete os mesmos conselhos.

c) Em frase exclamativas ou que expressam desejos.

Que Deus o guarde, meu filho!

d) Quando, antes do verbo, houver conjunções subordinativas.

Espero que nos vejamos brevemente.

e) Com o verbo no gerúndio (terminado em ndo) precedido da preposição em.

Em se falando de bebida, não pode faltar sua opinião.

f) Quando, antes do verbo, houver pronomes relativos (que, quem onde, a qual, o qual, os quais, as quais, cujo(a), quanto(a), quantos(as)).

Este é o amigo do qual lhe falei.

14.2. Ênclese (depois do verbo)

a) Quando houver um infinitivo (terminado em -ar) ou gerúndio (terminado em -ndo).

Vou encontrá-lo amanhã cedo.
Levantando-se da mesa, pôs- se a a discursar.

b) Quando houver imperativo afirmativo.

Levante-se daí!

Atenção

Usa-se o pronome átono antes ou depois dos verbos ter e haver, quando estiverem formando um tempo composto, mas nunca depois do particípio (-do).

Ele já nos tinha avisado do acidente.
Ele havia nos informado sobre a data dos exames.


14.3. Mesóclise (no meio do verbo).

a) Com o verbo no futuro do presente (contarei, contarás, contará, contaremos, contareis, contarão).

Mais tarde, contar-lhe-ei a verdade.
Contar-me-ás a verdade?

b) Com o verbo no futuro do pretérito (condicional).

Se fosse necessário, calar-me-ia.
Se soubesse de algo, contar-lhe-ia.

Atenção

Se antes do verbo houver palavras negativas, pronomes e advérbios interrogativos, a mesóclise não será empregada.

Nunca lhe contarei a verdade.
Não me calaria diante de nada.
Quem lhe dirá a resposta?

15. Sinais de pontuação

15.1. Vírgula

Indica uma pausa pequena, deixando o voz em suspense à espera da continuação do período.
Usa-se vírgula:

1) Para destacar elementos intercalados, como:

a) Uma conjunção.

Trabalhamos bastante, logo, devemos ser remunerados.

b) Um adjunto adverbial.

Estes rapazes, sem dúvida, devem ser transferidos.

c) Isola o aposto do termo fundamental.

Marcos, o capitão do time, foi o primeiro a entrar.

d) Uma expressão explicativa.

Ninguém se responsabilizou pelo atentado; isto, aliás, já se tornou comum naquele lugar.

e) Isola os vocativos.

“ Sim, leitor benévolo, e por esta ocasião te vou explicar como nós hoje em dia fazemos a nossa literatura.”

2) Para destacar um adjunto adverbial que venha no inicio da frase.

No final das aulas, todos saíram apressadamente.

3) Para destacar os pleonasmos antecipados ao verbo.

Os meninos, eu os vi no jardim.

4) Para separar orações subordinadas adverbiais, sobretudo quando vêm antes da principal.

Quando saímos, a chuva já tinha começado.

5) Para separar as orações adverbiais reduzidas, que vem antes da principal.

Dado o sinal, todos partiram alegres.

6) Para isolar as orações subordinadas adjetivas explicativas.

Ex.: O velho capitão, que ainda tinha o passo firme, recebeu-nos a bordo.

15.2. Ponto

Indica uma pausa mais duradoura que a vírgula e é usado para marcar o fim de uma oração declarativa.
A melodia da frase indica que o tom é descendente.
Permite o uso de frases curtas, evitando erros como o de concordância verbal.
Serve também para marcar abreviaturas.

“Amaro deixa o piano. As frases que compôs não satisfazem. Não importa. Amanhã talvez lhe venha uma onda boa de inspiração.” (Erico Veríssimo)

15.3. Ponto e vírgula

É um sinal que, conforme as necessidades de quem escreve, pode aproximar-se do valor da vírgula ou do ponto.
É geralmente empregado para marcar uma pausa maior que a vírgula e serve para separar orações que tem relação de sentido, deixando-as num mesmo período.
Quanto à melodia da frase, indica um tom ligeiramente descendente, mas capaz de assinalar que o período não terminou.

“Estou dormindo no antigo quarto de meus país; as duas janelas dão para o terreiro onde fica o imenso pé de fruta-pão, a cuja sombra cresci.”

15.4. Dois- Pontos

Tem como função introduzir uma explicação ou enumeração.
Costumam ser usados.

1) Para introduzir uma citação.

O inspetor parou à porta das sala e disse–nos: “Queiram seguir-me, por favor.”

2) Para introduzir uma explicação, o desenvolvimento de ideias anteriormente enunciadas.

Pânico em São Paulo: chuvas provocam inundações em muitos bairros.

15.5. Reticências

Indicam uma interrupção da frase e costumam ser usados:

1) Para expressar hesitação, surpresa.

“Vamos nós jantar com ela amanhã ?
-Vamos... Não... Pois vamos.”(Machado de Assis)

2) Para deixar o sentido da frase em aberto, permitindo uma interpretação pessoal do leitor.

“Estou certo, disse ele, piscando o olho, que dentro de um ano a vocação eclesiástica do nosso Bentinho se manifesta clara e decisiva. Há de dar um padre de mão-cheia. Também se não vier em um ano …” ( Machado de Assis )

15.6. Ponto-de-Interrogação

Coloca-se após uma palavra ou frase, indicando uma pergunta direta.
Também pode ser empregado para indicar surpresa, indignação ou atitude de expectativa diante de uma situação.

Sair? Com esta chuva? Nem pense nisso.
“Por que as pessoas em diferentes países, com diferentes crenças, não podem viver em paz?

15.7. Ponto-de- Exclamação

Coloca-se após uma palavra ou frase, indicando surpresa, espanto, alegria, admiração etc.

“Como as mulheres são lindas!” ( Manuel Bandeira)

1) Para substituir a vírgula num vocativo enfático.

“Deus! Ó Deus! Onde estás que não me ouve!” ( Castro Alves)

2) Nas frases imperativas.

“Não me deixe só!

15.8. Aspas

1) Para indicar citação de outros autores.

Como disse Machado de Assis: “ A melhor definição de amor não vale um beijo da moça namorada.”

2) Para indicar palavras ou expressões estrangeiras, gírias e neologismo.

Eles tiveram um belo “Week-ed” !

3) Para destacar palavras ou expressões que desejamos realçar, com ironia.

Quem foi o “inteligente” que fez a experiência e quase destruiu o laboratório?

15.9. Travessão

1) Para indicar, nos diálogos, a fala de cada personagem.

- A que horas volta José Diogo?

- Não volta hoje.
- Não?” ( Machado de Assis)

2) Para destacar algum elemento no interior da frase, servindo muitas vezes para realçar o aposto.
Nesses casos, podem ser usados também dois travessões.

“E por três noites padeço três anos,
Na vida cheia de saudade infinda...
Três anos de esperança e de martírio...
Três anos de sofrere espero ainda!” (Alvares de Azevedo)

“Junto do leito meus poetas dormem
- O Dante, a Bíblia, Shakespeare e Byron -
Na mesa confundidos.” (Alvares de Azevedo)

15.10. Parêntese

Costumam ser usados para isolar parte do texto que encerra alguma reflexão, comentário ou explicação.
Usa-se o parêntese:

1) Para introduzem comentários no meio do texto ou complementam dados.

Escobar sorriu e disse-me que estava para ir ao meu escritório contar-me tudo. A cunhada (continuava a dar este nome a Capitu) tinha-lhe falado naquilo por ocasião da nossa última visita.” (Machado de Assis)

As duas reformas ( eleitoral e tributária) deveriam ser aprovadas pelo Congresso.

2) Para destacar indicações bibliográficas.

“Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, sem amor eu nada seria.” (I Coríntios 13)

3) Para separar indicações bibliográficas.

“Ler obras juvenis ou best-sellers é apenas o começo de uma longa e produtiva convivência com os livros. Essa é a lição que anima os jovens a se aventurarem na boa literatura atual e nos clássicos.”
(Bruno Meier, Uma geração descobre o poder de ler, Veja, maio 2011, p. 99)


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